Abstenção baixa com luta renhida nas urnas. Idosos, urbanos e “doutores” decidem presidenciais

Texto original do jornal ECO

Pessoa a colocar o voto numa urna

O jornal ECO publicou, a 17 de janeiro de 2026, uma notícia sobre as eleições presidenciais que antecipava uma das disputas mais renhidas de sempre e uma descida da abstenção face a 2021, quando atingiu o valor mais alto da história. A análise baseia-se no estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos coordenado por João Cancela e José Santana-Pereira.

Segundo José Santana-Pereira, investigador do CIES-Iscte, a participação nas presidenciais depende sobretudo da perceção de competitividade: sem um Presidente a recandidatar-se, a mobilização tende a ser maior. O investigador sublinha ainda que os eleitores mais velhos votam de forma mais consistente, enquanto os jovens, as classes sociais mais baixas e quem não tem formação superior participam menos.

O estudo mostra também que a participação é mais elevada nas zonas urbanas e do litoral e que a distância ao local de voto pesa na decisão de votar.

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