Abstenção em Portugal não é tão elevada como dizem os dados oficiais

Texto original do Jornal Económico

Placa de assembleia de voto

O Jornal Económico deu destaque, a 28 de setembro de 2025, ao estudo “Abstenção Eleitoral em Portugal: Mecanismos, Impactos e Soluções”, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, coordenado por José Santana-Pereira (Iscte) e João Cancela (Universidade NOVA de Lisboa). Segundo a investigação, a participação real nas legislativas de 2024 e 2025 terá rondado os 75% e os 73%, bem acima dos valores oficiais.

José Santana-Pereira explica que a chamada “abstenção técnica” resulta hoje sobretudo de emigrantes recenseados em Portugal que não atualizaram a sua morada. O estudo mostra ainda que a desconfiança nos políticos, a sensação de que o voto não muda nada e a perceção de que os partidos são semelhantes estão entre as principais razões para a abstenção.

Entre as recomendações dos investigadores estão a educação cívica desde o 1.º ciclo, a expansão do voto antecipado em mobilidade e um teste-piloto de voto aos 16 anos.

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